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riscos_e_rabiscos

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Atribulações Diárias.

 

Escrevo este post entre uma dentada numa fatia de pão com manteiga e um gole de café com leite. Sei que tenho andado desaparecida dos vossos blogs e do meu. Acho que já imaginaram porquê: trabalho a dobrar. Aos meus inimigos, digo apenas que não fui eliminada. Ainda aqui estou!

 

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A minha semana tem sido algo atribulada. Começando no fim-de-semana com a estucha da Reunião de Condomínio com as já tradicionais baboseiras da Dona M. J., que apenas servem para atrapalhar e atrasar a reunião, passando pelo baile do Presidente Obama lol e continuado até hoje com uma aula sem sala.

 

Sabem aquelas pessoas que falam, falam mas não dizem nada? Cujo discurso é tipo “pescadinha de rabo na boca”? Pois a Dona M.J. é assim. Primeiro que ela diga que o céu é azul, tem de contar a história da formação do universo para chegar, finalmente, ao que quer dizer. Depois acrescenta mais uns pozinhos de conversa que não interessam para nada…

Escapei-me de ser novamente Administradora. Até porque nem era a minha vez…

 

Ando super cansada pois trabalho a dobrar e ter que preparar aulas para 7 turmas diferentes, é dose. O meu único consolo é que tenho 4 turmas cuja matéria é a mesma. Menos mal…

Mas para agravar as coisas, a fulana que estava antes no meu novo colégio, não devia “viver para a vida” como costumo dizer e sim para o computador.

A verdade é que ela fazia planificações muito bonitinhas e passava as aulinhas todas no PC com montes de floreados. Isto é revelador que ela se dedicava de corpo e alma à burocracia mas que, se calhar, o que era mais importante ficou um pouco de lado. Note-se que eu também sou de fazer muitas fichinhas e coisinhas giras para os miúdos ao PC, mas não é a minha prioridade.

Ao que me constou houve muitas queixas dos pais acerca dos métodos de ensino e do pouco trabalho desenvolvido.

 

Encontrei uma ex-aluna a quem dei aulas há cerca de 4 anos. A miúda tinha vindo do Brasil com uma mão à frente e outra atrás, apenas com a mãe e mais uma penca de irmãos. Eram tão pobres, tão pobres que eu e a directora muitas vezes lhes demos de comer ao lanche.

Ela reconheceu-me mas não me falou, apenas guinchou que eu tinha sido a professora de Inglês dela. Mas nem foi isto que me deixou triste… foi o facto de ver que uma miúda de boa índole estava acompanhada com corja da pior espécie e comecei a ver o filme todo. Enfim!

 

Ontem foi dia de piripaki. É claro que o stress, a falta de dormir e o cansaço tinham que se reflectir no meu organismo. Passei todo o dia com uma dor de cabeça terrível, quando sai da escola e o frio me atacou, então é que a coisa piorou bastante. Entrou-se-me um frio pelo corpo adentro que eu comecei a contar os segundos na ânsia de chegar a casa.  Afoguei-me em chá e banhos de aquecedor e no fim de jantar adormeci até hoje de manhã. Hoje já estava melhorzinha.

 

Tão não é que eu queria dar a minha última aula e não tinha sala?! Quer dizer, ter sala tinha, não tinha era chaves para lá entrar. Algum dos gajos-profes levou as chaves para casa e eu… tive de me aguentar à bronca. Corri o colégio de cima abaixo à procura das chaves pois nem a secretaria nem a senhora da limpeza tinham as chaves. Mas o pior é que os miúdos nem tinham material para trabalhar… Apropriei-me de outra sala e trabalhámos uma ficha que eu tinha para casos de emergência. Lá me safei!